UNI 053 – 60 h/a
Aulas às quartas-feiras; 13h50 às 17h50
18/03/2026 a 24/06/2026
Vagas: 50
Mestra Convidada: Iyalodè Ósún Ifé World Wide (Nilsia Lourdes dos Santos)
Nilsia Lourdes dos Santos é graduada em Serviço Social pela Universidade Paulista e mestre em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Fala inglês e italiano. Descendente cultural do povo Yorubá, é lyalorixá do llè Asé Asegún Iresiwaju Aterosun e lyanifá, reconhecida na transmissão de saberes tradicionais de matriz africana. Foi iniciada para o culto aos Orìsà em 1982, em Jacarepaguá, pelo Babalorixá Toninho de Oxóssi, e iniciada em Ifá em 2011, na cidade de Ibadan, pelo Bàbálawò Diekola Okidipe. O Asé de Ifá foi plantado em sua casa pelo Bàbálawò Kolapo, da cidade de Ilobu, filho de Fatumbi, Bàbálawò de Pierre Verger.
Atualmente, mais de 68 pessoas foram iniciadas em Ifá em seu templo, por sacerdotes nigerianos. É professora do curso Saberes Tradicionais da Universidade Federal de Minas Gerais. Em agosto de 2018, foi coroada lyalodê Osun Ifé Worldwide, título social e político concedido por Ooni Orisá de Ilè Ifé, que lhe confere reconhecimento e autoridade para atuação nos campos social, político e econômico. Seu nome religioso é Ifadará. Concluiu recentemente o memorial para obtenção do título de doutora por Notório Saber, atualmente em avaliação pelo
PPGAN/UFMG.
Aprendiz convidada: Aline Domingos Corrêa
Profs. parceirxs:
Profa. Maria Aparecida Moura (ECI)
Prof. César Guimarães (Fafich)
Ementa:
Irè Gbogbo!
Os fundamentos históricos, filosóficos e religiosos dos sistema de Ifá, originário da
tradição Yorùbá. Pensamento crítico sobre as epistemologias africanas e o diálogo
Intercultural.
UNI 209- 60h/a
Aulas às quintas-feiras, 13h50 às 17h50
12/03/2026 a 30/04/2026
Vagas: 40
Mestre convidado: Mestre Faria (José Faria Júlio)
José Faria Júlio, conhecido como Mestre Faria, nasceu em Belo Horizonte em 1966 e é arte-educador, brincante, formador e referência na cultura da infância. Com uma trajetória marcada pelo trabalho com crianças, jovens e comunidades populares, construiu seu saber a partir da cultura popular, do brincar e dos encontros vividos na cidade. Atuou como educador infantil, conselheiro tutelar e formador em diversos projetos culturais e educacionais, especialmente em centros culturais de Belo Horizonte e Santa Luzia. Reconhecido por sua atuação com brinquedos e brincadeiras tradicionais — em especial o pião de chicote — é também criador e mestre de cerimônias do grupo Boi Livre, que articula música, brincadeira e tradição popular. Mestre Faria é reconhecido por seu saber construído na prática, no diálogo com as crianças, com outros mestres e com os territórios onde atua, fortalecendo a cultura da infância como direito, memória e forma de conhecimento.
Aprendiz convidado: Anderson Faria Júlio
Professores Parceiros:
José Alfredo O. Debortoli (EFFETTO)
Rogério Correia (FAE)
Ementa:
Ê boi, boi de menino
Sobe a ladeira louvando o Divino
A festa do boi é uma importante festa da cultura popular, que ocorre em várias regiões do país. Segundo suas várias manifestações “a festa do boi” tem sua origem nas festas portuguesas e quando foi trazida e introduzida no Brasil junto com a criação de gado tornou-se uma festa popular presente em várias regiões, incorporando elementos da cultura indígena e africana. É uma festa de reverência ao animal que vem trazendo suas histórias e lendas que correm pelos diferentes territórios de nosso país. A festa celebra a morte e a ressurreição do boi. No cortejo, um boi feito de armação de madeira e tecidos coloridos, percorre as ruas da cidade, correndo atrás dos brincantes que acompanham o cortejo, acompanhado também dos músicos (boiadeiros), do mestre que puxa as toadas e das personagens folclóricas que fazem parte da história. Na principal trama “o Escravo Chico” busca auxilio para o boi que morreu. Através das histórias coletadas pelo Mestre Faria identificamos várias figuras, como “os indígenas”, “o pai da mata”, “a Catirina”, “Maria Manteiga”, “Nega Maluca” e a “Mulinha de Ouro”. Os instrumentos utilizados na festa representam a diversidade cultural dos diversos povos que participaram de sua criação como a presença de matracas, das pandeirolas e dos tambores. O boi também está presente em outras festas populares como a “folia de Reis” e o “batuque”. Estas histórias fazem parte das memórias orais, requerem imersão nos territórios e da pesquisa junto às suas populações que mantêm viva esta festa tradicional.
UNI 099 – 30h/a
Aulas de 06/04 a 13/04, 13h50 às 17h50 (disciplina concentrada)
Vagas: 40
Mestre e mestras convidadas de Rubim, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais
Lindaura Viana de Almeida
Mestra fiandeira, cirandeira, trançadeira de esteira, peneira e balaio
Nasceu em uma família numerosa de agricultores familiares e não teve acesso ao estudo formal. Mas, desde muito cedo, com idade de 10 anos aprendeu a fiar linha de algodão para auxiliar no sustento da família. Sempre manteve ativamente o seu ofício de fiandeira e tem atuado junto à Associação Saberes e Sabores Culturais de Rubim com o Projeto mãos que tecem resgate como bordadeira, fiandeira e tecelã. Reside em Rubim, baixo Vale do Jequitinhonha, onde também cultiva os saberes tradicionais sobre os diferentes usos de plantas medicinais.
José Rodrigues
Mestre fuzeiro, balaieiro e violeiro da Folia de Reis. Nasceu em uma família numerosa que praticava agricultura familiar e, desde muito cedo aprendeu os ofícios de fazer o jequi para pesca e os balaios que tinha como função armazenar alimentos e transportar as produções da lavoura. Atua como violeiro nas festividades da Folia de Reis com seus familiares. No processo de fiar a linha de algodão, José Rodrigues, ainda produz os fusos que é um instrumento fundamental para esta prática.
Vicença Maria Lima Sousa
Fiandeira e agricultora. Mestra foliã, cirandeira e bordadeira, oriunda de uma família numerosa que praticava agricultura familiar, aprendeu a ler inicialmente com professores particulares. Começou a fiar linha de algodão quando tinha 10 anos, onde cozia e remendava as roupas da família, produzia o tecido para fazer os cobertores e toalhas de banho. Além de bordadeira, fabrica balaios, peneiras, vassourinhas, também cultiva os saberes tradicionais sobre os diferentes usos de ervas medicinais na preparação de chás.
Assistente convidada: Maguidá Freitas Souza Botelho (cirandeira).
Profs parceirxs:
Wagner Leite Viana (EBA/UFMG)
Janaina Barros Silva Viana (EBA/UFMG).
Ementa: Propomos a vivência de diferentes performatividades de criações presentes nos diversos saberes que compõe o processo de fiar o algodão por meio de fuso como tecnologia ancestral afroindigena presente em práticas de comunidades quilombolas e outras formas de organização afroindigenas diaspóricas. Atravessando o plantio do algodão, colheita, descaroçar, cardar, o trabalho com o fuso que oferece o fio para tecelagem e outros usos, mais que processos numa dinâmica ou cadeia produtiva, são operações que tecem e entretecem cosmopercepções que atravessam sobre as diferentes dimensões da criação como produção da vida e modos de viver, encarnando a memória coletiva e individual daquele que fia e tece, num saber performativizado. A corporalitura na prática do fuso, cantigas e transmissão das histórias de vida, são formas de aprendizagens da criação. Apresentamos os encontros com as mestras fiandeiras Lindaura Viana de Almeida, Vicença Maria Lima Sousa e o mestre fuseiro José Rodrigues da Associação Saberes e Sabores Culturais de Rubim, localizado no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. As aulas são a proposição de uma convivência com suas práticas e formas de organização dos diferentes saberes que envolvem também o contar histórias, o canto e a dança por meio de cirandas. Durante os encontros as mestras e mestre compartilharão as suas vivências sobre os processos de aprendizagens, a criação de trajetórias de vida constituintes da memória individual e coletiva.
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